TDAH
Você sabe o que é TDAH?
Atendendo à solicitação de alguns leitores aproveito para esclarecer acerca do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Hoje em dia é comum ouvirmos que algumas crianças são hiperativas. Devemos tomar cuidado, no entanto, para não fazer julgamentos apressados. Nem todos sabem exatamente o que é hiperatividade, e podem confundir uma criança ativa e brincalhona, com uma criança hiperativa. Os sintomas que acompanham o quadro de TDAH, bem como o seu diagnóstico, não são tão simples quanto possa parecer num primeiro momento. Além disso, os prejuízos vivenciados pela criança ou adulto com TDAH são reais, e não meras suposições de pais ou professores, como se vê atualmente. Vamos conhecer um pouco mais acerca do TDAH.Trata-se de um transtorno multifatorial, originado através da interação de fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos. Ainda não se sabe ao certo quais genes estariam envolvidos, embora os mais estudados até o momento sejam relacionados aos sistemas da dopamina e da noradrenalina (neurotransmissores), responsáveis pela transmissão de informações entre os neurônios. Sabe-se ainda que várias áreas cerebrais estão envolvidas no TDAH, principalmente o córtex pré-frontal, responsável, entre outras atividades, pelas funções executivas. Qualquer comprometimento nessa região pode tornar uma pessoa mais desatenta, hiperativa e impulsiva. Quase todos nós já tivemos a oportunidade de ver crianças que não conseguem ficar quietas um só minuto, demonstram ser agitadas, e dão canseira em quem quer que se disponha a acompanhá-las. Frequentemente, essas crianças parecem não ouvir quando são chamadas, apresentam dificuldade em aguardar a sua vez nas atividades, falam demais, mudam de assunto de forma recorrente, não conseguem organizar seus brinquedos ou tarefas, e podem se comportar de modo agressivo. Na escola, a aprendizagem normalmente fica comprometida, implicando em repetências ou evasão, além de expulsões. Emocionalmente, a criança costuma experimentar sentimentos de menos valia e baixa autoestima. O diagnóstico do TDAH é clínico e não se faz através de um exame específico, mas avaliações diversas, com abordagem multidisciplinar, onde estão envolvidos os pais, professores e profissionais da saúde. De acordo com os sintomas predominantes, a pessoa se encaixa em subtipos: desatento, hiperativo/impulsivo, ou combinado. Como já mencionado anteriormente, o TDAH compromete principalmente a região frontal do cérebro, responsável pelas funções executivas, donde derivam os subdomínios: controle da atenção, processamento de informação, flexibilidade cognitiva, estabelecimento de objetivos, memória operacional, e controle inibitório. Apesar de ser mais frequente na infância, o TDAH afeta pessoas de todas as idades. Além disso, 60 a 80% das crianças com o comprometimento acabam mantendo os sintomas por toda a vida. O tratamento costuma contar com intervenções psicopedagógicas, psicofarmacológicas e psicoterapêuticas. Como as pessoas são diferentes, podem igualmente ter comprometimentos diferenciados, o que dificulta a avaliação, o diagnóstico e o tratamento. Se você desconfia que seu filho seja hiperativo/impulsivo, desatento, ou ambos, procure um especialista o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a prevenir uma série de problemas, principalmente emocionais e escolares. Maria Regina Canhos Vicentin (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é psicóloga e escritora.
Acesse e divulgue o site da autora: www.mariaregina.com.br
Escrito por Maria Regina às 11h21
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Escrito por Maria Regina às 18h30
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Escrito por Maria Regina às 18h26
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Escrito por Maria Regina às 17h57
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